Aumento na incidência de câncer colorretal em adultos jovens

Aumento na incidência de câncer colorretal em adultos jovens

Um estudo conduzido pela American Cancer Society descobriu um grande aumento no número de casos de câncer colorretal em adultos jovens (menos de 55 anos). Esse aumento foi visto particularmente entre a chamada “Geração X” (pessoas que nasceram entre o começo dos anos 60 e o inicio dos anos 80) e milenares (aqueles que nasceram em torno de anos 1890 e 2000.) Atualmente, três em cada dez diagnósticos ocorrem em adultos jovens nos Estados Unidos.

O estudo, que investigou a incidência de câncer colorretal pelo ano de nascimento, descobriu que o risco de câncer colorretal diminuiu até a primeira metade do século 20. Porém, as pessoas que nasceram após 1950 tem maior risco da doença. Comparado com aqueles que nasceram antes de 1950 com quem nasceu em torno de 1990, o risco de câncer de intestino chega ao dobro e o risco de câncer retal chega até ao quádruplo. Similarmente, pessoas nascidas em 1890 apresentavam o risco semelhante ao dos dias atuais.

E qual seria a causa desse aumento? Não se sabe o motivo exato, pois o estudo não foi desenhado para isso. Os autores do estudos formulam várias hipóteses. Uma delas seria a epidemia da obesidade, porém não explica o motivo sozinho. O ganho de peso aumenta o risco de câncer colorretal após 10 a 20 anos e o aumento da incidência de neoplasia foi concomitante ao da obesidade. Não se sabe o motivo do risco dos nascidos em 1890 ser semelhante ao nascidos em 2000, já que a exposição a fatores de risco seriam tão diferentes.

Os autores do estudo enfatizam a necessidade dos programas de rastreamento de câncer colorretal: iniciar a partir dos 50 anos para quem não tem fator de risco de risco conhecido ou a partir dos 40 anos em quem têm história de câncer colorretal ou adenomas intestinais. Não se sabe se estudo irá mudar os programas de rastreamento, porém é sempre bom ficar atento ao possíveis sinais e sintomas da doença e procurar um médico imediatamente se: mudança do hábito intestinal, isto é, constipação ou diarréia sem associação com o alimento ingerido; anemia, fraqueza, cólica abdominal, emagrecimento; sangramento pelo reto; sensação de evacuação incompleta.

Referência

https://academic.oup.com/jnci/article/doi/10.1093/jnci/djw322/3053481/Colorectal-Cancer-Incidence-Patterns-in-the-United

 

Autora

Dra. Milena Macedo Couto. CRM 57978

Médica residente do serviço de oncologia do Hospital Felicio Roch

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