Câncer de fígado: sintomas e tratamento

Câncer de fígado: sintomas e tratamento

O câncer de fígado, chamado também de hepatocarcinoma, é mais comumente observado em pessoas que já apresentam algum tipo de alteração do fígado (como por exemplo cirrose e hepatite). Já conversamos em um post anterior sobre seus principais fatores de risco do hepatocarcinoma. Falaremos hoje sobres seus principais sintomas, seu diagnóstico e tratamento. O conhecimento é muito importante, pois o ideal é que o tumor seja descoberto com menos de 2 cm, o que está longe de ser uma realidade nos dias de hoje.

Os principais sintomas são:

– Piora clínica de paciente que tinha uma disfunção do fígado, que estava até então compensada. Essa piora normalmente se apresenta com um aumento/surgimento de ascite (líquido no abdome), sangramento digestivo, confusão mental e icterícia.

– Dor no lado direito do abdome, emagrecimento.

– Sensação de saciedade precoce.

– Massa palpável região superior abdome.

– Diarréia, febre, dor óssea.

Os pacientes com hepatocarcinoma também podem apresentar uma série de alterações em seus exames laboratoriais. Tais alterações não são específicas do tumor e podem ocorrer em várias outras doenças. As mais comuns são:

– Redução das plaquetas e albumina no sangue, aumento da bilirrubina, alteração dos exames de coagulação, TGO, TGP, GGT e fosfatase alcalina.

Para o diagnóstico definitivo do hepatocarcinoma na maioria dos casos não é necessário um exame de biópsia. Naquele paciente que sabidamente já tem alteração hepática, como por exemplo a cirrose, o surgimento de um nódulo sólido no fígado, nos exames de imagem (ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) e a elevação de um exame de sangue chamado de alfafetoproteína. O diagnóstico é confirmado pelas características radiológicas que o tumor apresenta nos exames de tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Em relação ao tratamento, é importante ressaltar que este depende fortemente de dois fatores: da extensão da doença e de como está a função do fígado do paciente (por exemplo: se a cirrose está ou não em uma fase muito avançada). O tratamento envolve sempre equipe de vários profissionais que irão estudar quais são as melhores opções para cada paciente. As principais armas terapêuticas que podem ser utilizadas são:

– Transplante de fígado.

– Ablação por radiofrequência.

– Quimoembolização transarterial.

– Ablação percutânea.

– Radioterapia estereotáxica.

– Tratamento sistêmico com drogas alvo moleculares, como o sorafenibe.

Como já havia mencionado antes: o mais importante é acompanhar de perto os pacientes com risco aumentado de desenvolver o hepatocarcinoma,  para tentar descobrir o surgimento do tumor o mais precoce possível!!!

Referência:

www.uptodate.com

Autor

Dr. Volney Soares Lima
CRM MG 33029 / RQE 15235

Médico Oncologista Clínico do Hospital Felicio Rocho, da Clínica Oncocentro BH e do IPSEMG. Membro Titular Sociedade Brasileira Oncologia Clinica

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