Câncer de intestino grosso metastático

Câncer de intestino grosso metastático

O câncer de intestino grosso é extremante comum. São cerca de 1,4 milhões de casos novos todo ano no mundo. Por ano, estima-se que ocorram cerca de 700.000 mortes devido câncer de intestino grosso no mundo. A notícia boa é que o tempo de vida dos pacientes com câncer de intestino grosso metastático mais do que dobrou nos últimos 20 anos. Melhor ainda: alguns pacientes com doença metastática podem ser curados! Nesse post vamos falar sobre o que é importante para o sucesso do tratamento.

O que de fato contribuiu para o aumento do tempo de vida e das chances de cura observados nos últimos anos?

Diagnóstico da doença metastática em uma fase mais precoce. Os pacientes, após terem sido operados do tumor primário ( aquele tumor localizado no intestino), fazem um acompanhamento rigoroso. Isso permite identificar um foco de metástase em uma fase onde as chances de cura são maiores!

Melhora dos tratamentos medicamentosos. Atualmente dispomos de um arsenal de drogas bem maior do que há 20 anos atrás. E não só são apenas quimioterápicos. Drogas anti angiogênicas e inibidores do receptor EGFR melhoraram os resultados da quimioterapia convencional. Além disso, aprendemos melhor como sequenciar  as diversas drogas. O que de fato melhora os resultados do tratamento é o fato de o paciente usar todos os medicamentos disponíveis em uma ordem adequada.

Uso de biomarcadores. São exames, normalmente testes genéticos, que permitem selecionar quais pacientes se beneficiam ou são prejudicados por determinado tratamento. O principal biomarcador utilizado no manejo do câncer de intestino metastático é a mutação do gene RAS. Outros biomarcadores como é o caso da pesquisa de mutação no gene BRAF vem sendo cada vez mais estudados e utilizados.

Times multidisciplinares. O time multidisciplinar é constituído pelos seguintes profissionais:

  • Cirurgião colorretal
  • Cirurgião hepatobiliar
  • Cirurgião torácico
  • Oncologista clínico
  • Patologista
  • Radioterapêuta
  • Radiologista

Esses profissionais se reunem regularmente e discutem os casos dos pacientes com câncer de intestino.Definem a conduta em cada caso e acompanham a evolução do tratamento. Uma das principais funções desse time é determinar se há possibilidade ou não de se ressecar a metástase.São avaliados também formas de tratamento locais ablativos e definida a melhor sequencia de tratamento.

Diversos estudos demonstram que pacientes tratados por times multidisciplinares apresentam melhor resultado em seu tratamento.

Melhora das medidas de suporte clínico. Nos últimos anos observou-se também uma melhora das medidas de suporte clínico ao paciente com câncer. Ocorreu também uma melhora no manejo das complicações cirúrgicas e dos efeitos colaterais da quimioterapia.

 

Referência:

http://www.esmo.org/Guidelines/Gastrointestinal-Cancers/Management-of-Patients-with-Metastatic-Colorectal-Cancer

Autor

Dr. Volney Soares Lima
CRM MG 33029 / RQE 15235
Médico Oncologista Clínico do Hospital Felicio Rocho e da clinica Oncocentro BH
Membro Titular Sociedade Brasileira Oncologia Clinica

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