Câncer de mama ductal in situ: o que é?

Câncer de mama ductal in situ: o que é?

O câncer ductal in situ é uma forma de neoplasia inicial da mama. Ele é confinado a estrutura do ducto da mama e “in situ” porque não atingiu tecidos em volta dele. Sua incidência ao longo dos anos vem aumentando pelo maior número de mamografias realizadas para rastreamento de câncer de mama, diagnosticando tumores em fases mais iniciais. Costuma ser assintomático e geralmente é encontrado na mamografia.

Os fatores de risco da doença são os mesmos do câncer de mama invasivo: história familiar positiva, obesidade, nunca ter tido filhos, primeira gestação tardia, mutação nos genes BRCA1 e BRCA2.

Por ser uma doença inicial e localizada, é de muito bom prognóstico, com altíssimos índices de cura e baixos índices de acometimento à distância em outros órgãos. O tratamento curativo baseia-se na cirurgia. Pode-se realizar a mastectomia total, quando retira-se toda a mama, ou então realizar cirurgia conservadora, em que se retira uma parte da mama.

A radioterapia também faz parte do tratamento. Pacientes que realizam tratamento cirúrgico conservador devem realizar a radioterapia para complementar o tratamento e evitar recidivas na mama. No caso da mastectomia total, não é necessário complementar com radioterapia. A escolha de qual cirurgia a ser feita é algo a ser indicado e conversado entre a paciente e o mastologista.

Pode-se lançar mão também da hormonioterapia com tamoxifeno na tentativa de reduzir as chances de aparecimento de doença invasiva tanto na mama acometida previamente (ipsilateral) quanto na outra mama (contralateral). O tamoxifeno é uma droga amplamente usada para tratamento do câncer de mama que age através da inibição do estrogênio, inibindo o crescimento de tumor que apresentam receptores hormonais na sua superfície.

Há estudos randomizados que corroboram o uso de tamoxifeno no carcinoma ductal in situ. O uso da medicação por 5 anos diminui a possibilidade de recidivas de doença in situ nas duas mamas e redução de doença invasiva na mama contralateral, o que é um desfecho interessante as custas de uma toxicidade manejável da droga.

Autora

Dra. Milena Macedo Couto. CRM 57978

Médica residente do serviço de oncologia do Hospital Felicio Rocho

www.uptodate.com

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