Câncer de próstata: tratamento

Câncer de próstata: tratamento

Novembro azul é o mês mundial para conscientização da importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Em sua fase inicial, com a doença localizada, o câncer de próstata tem boas chances de cura.Porém quando já diagnosticado em fases avançadas, como tratar?

O câncer de próstata é considerado avançado quando já se disseminou para locais além da área da próstata, tais como bexiga ou reto, ou mesmo órgãos à distância, como fígado, ossos e pulmões. O tratamento baseia-se na combinação ou sequencia de  tratamentos como hormonioterapia, quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e radiofarmacos.

O tratamento visa controlar o câncer, reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida. A maioria desses pacientes, vão apresentar os níves de PSA (uma proteína produzida pela próstata) elevados na corrente sanguínea.

A terapia hormonal, visa reduzir a produção de testosterona ou bloquear sua ação sobre a célula. A testosterona é o “combustível” para esse câncer. A redução da testosterona pode ser feita através de medicamentos, comprimidos ou injetáveis, ou orquiectomia (remoção cirúrgica dos testículos). Os principais efeitos são queda libido, disfunção erétil, ondas de calor, perda massa muscular, perda massa óssea, aumento risco desenvolvimento diabetes tipo 2, aumento risco doenças cardíacas.

Existem ainda novas drogas que diminuem a ação da testosterona ou que reduzem mais ainda sua produção. Como exemplo podemos citar a abiraterona e a enzalutamida. São medicamentos orais, bem tolerados e que mudaram a forma como tratamos o câncer de próstata nos últimos anos.

E a quimioterapia? A quimioterapia é recomendada para pacientes com doença em outros órgãos, doença volumosa ou muito sintomática, combinado com a hormonioterapia. Pode ser iniciada também em pacientes que não respondem mais aos tratamentos hormonais instituídos previamente. Os principais efeitos adversos são queda de cabelo, náuseas, queda nos glóbulos brancos.

No caso das metástases ósseas, a privação andrógena geralmente melhora a dor. No caso de dores persistentes, pode-se utilizar radioterapia no local da metástase para melhora do sintomas. Muitos pacientes também podem se beneficiar os inibidores de osteoclastos (células do tecido ósseo), que diminuem os riscos de fratura, necessidade de cirurgias ósseas, compressão do canal medular e necessidade de radioterapia para tratamento de dor.

 

Referência

https://www.uptodate.com

 

Autores

Dra. Milena Macedo Couto. CRM 57978

Médica residente do serviço de oncologia do Hospital Felicio Rocho

 

Dr. Volney Soares Lima
CRM MG 33029 / RQE 15235
Médico Oncologista Clínico do Hospital Felicio Rocho e da clinica Oncocentro BH
Membro Titular Sociedade Brasileira Oncologia Clinica

 

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