Carcinoma de nasofaringe

Carcinoma de nasofaringe

A nasofaringe é o espaço localizado atrás do nariz e acima do palato mole. É a parte mais superior das vias aéreas superiores. O tumor mais comumente encontrado na nasofaringe é o carcinoma. Hoje vamos conversar um pouco sobre essa doença pouco frequente. Seu conhecimento é importante pois quando diagnosticada precocemente é uma doença curável. Seu comportamento, fatores de risco e tratamento é diferente dos outros tumores de cabeça e pescoço.

Ocorrem cerca de 86.000 casos da doença anualmente no mundo todo. Sua ocorrência é considerada rara nos Estados Unidos e Europa. Porém em algumas regiões da china é considerado uma doença endêmica. Afeta mais comumente os homens. Seu pico de incidência é entre os 50 e 59 anos de idade.

Sua etiologia é multifatorial. A infecção pelo  vírus Epstein-barr parece desempenhar um papel importante no desenvolvimento da doença. Fatores ambientais como exposição à alimentos defumados e alimentos conservados com sal, todos ricos em nitrosaminas, também estão relacionados. Além disso uma predisposição genética parece existir. O risco em parentes de primeiro grau de um paciente é aumentado em cerca de 7 vezes conforme dados de ume estudo.

A organização mundial de saúde classifica o carcinoma de nasofaringe em três tipos histológicos distintos:

–  Carcinoma escamoso ceratinizante

–  Carcinoma escamoso não ceratinizado, que é dividido em diferenciado ( grau II)  e indiferenciado ( grau III). Esse último tem forte relação com o vírus Epstein-barr e um prognóstico melhor.

– Carcinoma escamoso basalóide: bem mais raro e muito agressivo.

Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, visão dupla, formigamentos na face e sangramento nasal. Pode ainda surgir gânglios no pescoço e dor no ouvido. Devido sua localização o tumor cresce sem gerar sintomas em sua fase inicial. Seu diagnósticado muitas vezes é difícil.

Para o diagnóstico  são utilizados tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética da nasofaringe. O exame endoscópico normalmente é feito para se obter a biopsia do tumor. Em alguns lugares do mundo se mede o nível de DNA do vírus Epstein-barr no sangue do paciente antes do inicio do tratamento.

O tratamento é indicado de acordo com o estadiamento da doença, ou seja se está mais no inicio ou mais avançado.

Para casos muito iniciais a radioterapia exclusiva é a terapia de escolha. Para aqueles com tumores mais avançados (a maioria dos pacientes está nesse grupo) o tratamento padrão é a combinação de quimo e radioterapia.

Referência: uptodate.com

Autor:

Dr. Volney Soares Lima
CRM MG 33029 / RQE 15235
Médico Oncologista Clínico do Hospital Felicio Rocho e da clinica Oncocentro BH
Membro Titular Sociedade Brasileira Oncologia Clinica

 

 

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