Diagnóstico precoce câncer de próstata: lições da Suécia

Diagnóstico precoce câncer de próstata: lições da Suécia

PSA é uma sigla em inglês que quer dizer antígeno prostático específico, ou seja, uma proteína produzida apenas por células da próstata. A dosagem do PSA é usada como meio de diagnosticar mais rápido o câncer de próstata. O problema é que o exame pode estar alterado em outras situações além do câncer e com isso pacientes sem câncer são submetidos a biópsias devido à elevação do PSA.

Tentando criar um método mais específico para o diagnóstico de câncer de próstata, um grupo de pesquisadores da Suécia, iniciou um trabalho que acompanhava homens sem o diagnóstico de câncer, com idade entre 50 e 69 anos e realizava um protocolo chamado STHLM3. Este protocolo era composto por três testes:

Exame de sangue com dosagem de algumas proteínas específicas, incluindo o PSA;

Teste genético;

Entrevista e exame clinico incluindo toque retal para avaliação da próstata.

E o STHLM3 se saiu muito bem: ele foi mais eficiente no diagnóstico de tumores mais agressivos ao mesmo tempo em que conseguiu evitar biópsias desnecessárias, com uma redução de 44% de biópsias em doenças benignas da próstata.

O modelo sueco, que foi agora publicado em uma importante revista, caminha para uma investigação de diagnóstico precoce do câncer mais personalizada, poupando pacientes de baixo risco de desgastes desnecessários sem descuidar daqueles que precisam.

Bibliografia:

http://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045%2815%2900361-7/fulltext

 

Autores:

Dra Maria Helena Rangel

Médica residente do serviço de oncologia Clínica Hospital Felicio Rocho

Dr. Volney Soares Lima
CRM MG 33029 / RQE 15235

Médico Oncologista Clínico do Hospital Felicio Rocho, da clinica Oncocentro BH, da Urológica e do IPSEMG

Membro Titular Sociedade Brasileira Oncologia Clinica

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