Ramucirumab: nova droga no câncer de estômago

Ramucirumab: nova droga no câncer de estômago

O ramucirumab foi aprovado pelo FDA (agência regulatória norte americana) para tratamento do câncer de estômago em abril de 2014. Dois anos após, essa nova medicação vai chegar ao Brasil!!! Vamos falar um pouco sobre esse remédio com nome complicado rs… Mas que pode ajudar pacientes com câncer de estômago. Vamos explicar como ela age, quando e como ela deve ser usada no tratamento do câncer de estômago, e seus efeitos colaterais mais comuns.

O ramucirumab age inibindo a formação de novos vasos sanguíneos, a angiogênese. A via da angiogênese é um alvo muito importante na oncologia e existem atualmente vários medicamentos que agem inibindo essa via.

O ramucirumab foi aprovado para tratamento de pacientes com câncer de estômago metastático, que já receberam um tipo de quimioterapia, e que pioraram durante ou após receberem esse primeiro tratamento. O ramucirumab foi avaliado tanto como uma forma isolada de tratamento (droga única) ou associado a um quimioterápico (tratamento combinado).

O principal estudo, chamado de RAINBOW, foi publicado em 2014. Foram avaliados 665 pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma de estômago ou de esôfago distal. Os pacientes haviam sido tratados previamente com quimioterapia. Os pacientes foram então divididos em dois grupos: 330 pacientes receberam ramucirumab mais paclitaxel (um quimioterápico frequentemente usado no tratamento de segunda linha do câncer de estômago). Os outros 335 pacientes receberam paclitaxel mais placebo.

Os pacientes tratados com ramucirumab mais paclitaxel tiveram maior sobrevida global e a diferença de sobrevida foi considerada estatisticamente significativa.

Os principais efeitos colaterais dessa nova medicação são:

– Hipertensão arterial

– Queda dos glóbulos brancos

– Anemia

– Diarréia

Em breve essa nova medicação estará disponível para uso no Brasil e nossos pacientes terão acesso ao tratamento padrão para a segunda linha de quimioterapia no câncer gástrico e no adenocarcinoma de esôfago distal.

 

Referência:

  1.  http://www.thelancet.com/pdfs/journals/lanonc/PIIS1470-2045(14)70420-6.pdf

 

Autor:

Dr. Volney Soares Lima
CRM MG 33029 / RQE 15235
Médico oncologista clínico do Hospital Felício Rocho, da Clínica Oncocentro BH e do IPSEMG.
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

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