Visão geral do câncer de esôfago

Visão geral do câncer de esôfago

O esôfago é um órgão do sistema digestivo que comunica a boca com o estômago. Ele é dividido em três partes: cervical, torácico e abdominal, com diferentes tratamentos dependendo da localização. Em 2016, no Brasil, foram diagnosticados cerca de 10.000 novos casos de câncer de esôfago, sendo a maioria em homens. Existem dois subtipos mais importantes da doença, o câncer de células escamosas e o adenocarcinoma. Cada tipo de doença está relacionado principalmente a diferentes estilos de vida.

O câncer de células escamosas (CEC) em mais de 90% dos casos está relacionado a tabagismo, alto consumo de álcool e dietas pobres em frutas e vegetais. Infecção pelo HPV, gastrectomia prévia, gastrite atrófica e tilose também estão relacionadas ao CEC. Acometem mais a parte cervical e torácica do órgão.

Já o adenocarcinoma está relacionado a doença de refluxo gastresofágico, obesidade e síndrome metabólica, infecção por H.pylori e acomete mais o terço inferior e junção esofagogástrica.

Infelizmente, quando muito inicial, a doença não apresenta sintomas. Acaba sendo diagnosticada ao realizar exames por outro motivo. Quando há sintomas, geralmente em fases mais avançadas, eles se apresentam como:

– dificuldade para engolir, inicialmente para sólidos, alimentos secos, progredindo para dificuldade para pastosos e líquidos;

– engasgos;

– emagrecimento;

– anemia;

– dor ou queimação no peito;

– alterações no timbre da voz.

O principal exame para diagnóstico é através da endoscopia digestiva. A partir dela é possível coletar amostra do tecido para biópsia, que confirma ou exclui a presença de câncer. Exames de raio-x com ingestão de contraste também podem ser úteis. Se confirmado o diagnóstico serão solicitados vários outros exames para estadiar o câncer, ou seja, ver a extensão da doença. Pede-se tomografias, ultrassom endoscópico, pet-tc, conforme a necessidade de cada caso.

O tratamento é baseado principalmente na combinação de quimioterapia e radioterapia concomitantes, seguidas ou não de cirurgia. A definição se o paciente será submetido a cirurgia é algo a ser discutido entre o oncologista, cirurgião e outros profissionais. Depende de inúmeros fatores, como resposta ao tratamento de quimioradioterapia, condição de saúde, estado nutricional do paciente, entre outras. É pesado risco x benéfico. Alguns pacientes inclusive se curam com quimioterapia e radioterapia.

 

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http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/sintese-de-resultados-comentarios.asp

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